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22.02.2017

Resenha: O que Há de Estranho em Mim

Olá, gente bonita!

Na resenha de hoje temos um livro que só comprei porque estava custando 9 dinheiros em um sebo do Enjoei, inicialmente eu nem estava tão interessada, mas depois que li a sinopse, foi só amor!

Sinopse: Ao internar a filha numa clínica, o pai de Brit acredita que está ajudando a menina, mas a verdade é que o lugar só lhe faz mal. Aos 16 anos, ela se vê diante de um duvidoso método de terapia, que inclui xingar as outras jovens e dedurar as infrações alheias para ganhar a liberdade.
Sem saber em quem confiar e determinada a não cooperar com os conselheiros, Brit se isola. Mas não fica sozinha por muito tempo. Logo outras garotas se unem a ela na resistência àquele modo de vida hostil. V, Bebe, Martha e Cassie se tornam seu oásis em meio ao deserto de opressão.
Juntas, as cinco amigas vão em busca de uma forma de desafiar o sistema, mostrar ao mundo que não têm nada de desajustadas e dar fim ao suplício de viver numa instituição que as enlouquece.

Nome do Livro:  O que Há de Estranho em Mim
Título Original: Sisters in Sanity
Autor: Gayle Forman
Editora: Arqueiro
Número de Páginas: 224
Gênero: Romance / Ficção
Skoob: Adicione
Onde comprar: Lojas Americanas | Submarino | Amazon

Resenha: Brit é uma adolescente de 16 anos que vive com o pai, a madrasta e o irmão mais novo, até que em uma viagem, o pai acaba a deixando em um reformatório para adolescentes desajustadas. Abandonada nesse lugar sem saber o motivo, e proibida de fazer contato com os pais e inicialmente com qualquer outra garota do reformatório, Brit começa a imaginar como vai sair daquele lugar com sua sanidade.

O livro traz uma crítica aos reformatórios e reabilitações, que trabalham sem o devido cuidado e tratam de modo generalizado os seus internos.

Na Red Rock, o reformatório feminino retratado no livro, os profissionais mantém as internas sem contato com a família para que não revelem o que acontece dentro do local, colocam as internas para trabalhar em uma construção, além de incentivar a inimizade e o bullying como forma de crescimento dentro dos níveis estabelecidos — esses níveis definem quem está perto/longe de sair do lugar.

Para superar toda a pressão psicológica, Brit consegue fazer amizade com a Bebe, a Cassie, a V e a Martha. Garotas que se encontram presas há mais tempo que ela e que juntas vão formar o  Divinamente Fabuloso e Ultraexclusivo Clube das Malucas, onde encontraram forças para superar os desafios da clínica.

Essa foi a minha primeira experiência com Gayle Forman e eu amei a escrita da autora, as personagens e a trama, que é narrada em primeira pessoa. A leitura é rápida e gostosa.

Amei o trabalho da editora com a capa brasileira, que combina mais com o enredo da história, do que as capas americanas (clique para ver).

Avaliação: 
Quotes:

“É que a gente acha que a loucura e a sanidade ficam em lados opostos de um oceano, mas na verdade não passam de duas ilhas vizinhas.”

“A vida real era maravilhosa e, por mais distante que parecesse naquele momento, ainda existia. Eu ainda existia.”

“Basta você entrar num lugar como se tivesse todo o direito de estar ali para que as pessoas a tratem como se você tivesse todo o direito de estar ali.”


Escrito por:
Sarah Nascimento
Estudante de farmácia, cheia de hobbies, entre eles a leitura. Em 2015 o S de Sarah nasceu. Um espaço para compartilhar várias das minhas paixões.

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13.02.2017

Lembrança x Esperança

Quando iniciei a leitura do livro de Juízes fiquei muito contente porque nele encontraria a história de uma das mulheres da Bíblia que admiro muito, a Débora, mas no decorrer da leitura que ainda está em curso conheci outros personagens me cativaram e outros que me fizeram refletir bastante, como por exemplo a vida de Gideão. É fato que Juízes é um livro que está me surpreendendo muito! A começar com o segundo capítulo quando me deparei com este trecho:

16. E levantou o Senhor juízes, que os livraram da mão dos que os despojaram.

17. Porém, tampouco ouviram aos juízes, antes prostituíram-se servindo a outros deuses e os adoraram ; depressa se desviaram do caminho, por onde andaram seus pais, obedecendo os mandamentos do Senhor; mas eles assim não fizeram.

18. E, quando o Senhor lhes levantava juízes, o Senhor era com o juiz e os livrava da mão dos seus inimigos, todos os dias daquele juiz; porquanto o Senhor se compadecia deles pelo seu gemido por causa dos que os oprimiam e afligiam.

19. Porém sucedia que, falecendo o juiz, reincidiam e se corrompiam mais do que seus pais, andando após outros deuses, servindo-os e adorando-os; nada deixavam das suas obras, nem do seu obstinado caminho.

Parece que esse trecho apertou um botãozinho na minha mente que começou a me lembrar de diversas outras situações em que o povo de Israel se desviava de seu caminho, mas uma coisa me chamou atenção: na maioria dos relatos quando eles se voltam para Deus temos no texto, explícito ou subentendido, que eles se lembraram de tudo quanto Deus tinha feito por eles. É como se eles tivessem se esquecido de quem era Deus! Sempre ficava me perguntando como poderia o mesmo povo que viu o Mar Vermelho aberto e passou por ele se prostrar diante de um bezerro de ouro! Eles se esqueciam que Deus é Deus sobre todas as coisas.

Temos nos versículos acima que o povo de Israel precisava da presença de um juiz para poder lembrar de tudo aquilo que Deus havia feito pelos seus  antepassados e quando esse juiz falecia, o povo novamente se corrompia e a cada vez que isso acontecia era pior que na vez anterior. Refletindo nessa passagem veio à minha mente um versículo bastante conhecido de Lamentações:

21. Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.

Tudo ficou claro: lembrar é fundamental para termos esperança!

Naqueles momentos em que a nossa alma está abatida, nosso ânimo em baixa e a nossa fé fraca é essencial trazermos à memória aquilo que pode nos dar esperança! Seja qual for a situação, devemos nos agarrar com todas as forças na fé que temos e no nosso conhecimento do Senhor. Quando parecer que nada tem jeito, procure se lembrar das situações que pareciam não ter solução, mas que Deus enviou o escape. Quando parecer que Deus está longe, lembre-se de quando O sentiu bem perto. Quando parecer que o mundo vai cair ao seu redor, lembre-se que o Senhor “aos seus anjos dará ordem a teu respeito , para te guardarem em todos os teus caminhos e que eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra.”(Salmos 91.11-12).

Que possamos trazer sempre à nossa memória o Deus da nossa esperança e que possamos afirmar assim como Jeremias:

A minha porção é o Senhor, diz a minha alma, portanto esperarei nele. (Lamentações 3.24)

Lembremos:

Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos.

Se envelhecer na terra a sua raiz, e o seu tronco morrer no pó,

Ao cheiro das águas brotará e dará ramos como uma planta. (Jó 14.7-9)


Escrito por:
Caêssa Ferreira

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31.01.2017

Resenha: Mentirosos

Olá, gente bonita! Esse livro eu li na época em que o blog estava em manutenção, mas como foi o primeiro suspense que li na vida, precisei agendar uma resenha aqui no blog.

Mentirosos é um livro que divide fortes opiniões entre os seus leitores: ou amam ou odeiam. Quer descobrir qual o meu ponto de vista? Continua lendo esse post. ♥

 

 

Sinopse: Os Sinclair são uma família rica e renomada, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Assim, todo ano o patriarca, suas três filhas e seus respectivos filhos passam as férias de verão em sua ilha particular. Cadence – neta primogênita e principal herdeira -, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat são inseparáveis desde pequenos, e juntos formam um grupo chamado Mentirosos.

Durante o verão de seus quinze anos, as férias idílicas de Cadence são interrompidas quando a garota sofre um estranho acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, depressão, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos. Toda a família a trata com extremo cuidado e se recusa a dar mais detalhes sobre o ocorrido… até que Cadence finalmente volta à ilha para juntar as lembranças do que realmente aconteceu.

 

 

Nome do Livro: Mentirosos
Título Original:  We Were Liars
Autora: E. Lockhart
Editora: Seguinte
Número de Páginas: 272
Gênero: Suspense / Thriller Psicológico
Skoob: Adicione

Onde comprar: Amazon | Lojas Americanas | Submarino

 

 

Quando postei uma foto no instagram, muitas pessoas comentaram dizendo que amaram profundamente e outras dizendo que não gostaram de jeito nenhum, mas analisando os motivos de alguns não terem gostado, chego a conclusão de que talvez eles não tenham compreendido totalmente o contexto e propósito do livro.

A narração em primeira pessoa e as metáforas empregadas pela personagem são totalmente tendenciosas, já que só acompanhamos o ponto de vista da Cadence, que após sofrer um acidente num dos verões que se encontrou com os seus primos e amor na ilha privada dos Sinclair, sofre fortes enxaquecas além da perda de memória e recuperação seletiva da mesma.

Tudo que a protagonista fala, deixa o leitor com a dúvida se aquilo é uma metáfora ou se realmente aconteceu:

“Ele colocou a última mala no banco de trás da Mercedes e ligou o motor.

Então sacou uma pistola e atirou no meu peito. Eu estava em pé no gramado e caí. O buraco da bala se alargou e meu coração saiu rolando da caixa torácica até o canteiro… Minha mãe me repreendeu. Disse para eu me recompor.

Aja como uma pessoa normal, ela disse. Respire e endireite-se.

Fiz o que ela pediu… depois fizemos as malas e fomos para a ilha Beechwood”

Depois do acidente, a mãe de Cady não quer que ela retorne à ilha, mas a filha insiste em retornar para voltar a ter contato com os primos e tentar descobrir o que aconteceu no último verão que passaram juntos. Ao encontrá-los descobre que todos os seus familiares foram proibidos de entrar em detalhes sobre o acidente, então ela decide que vai montar esse quebra-cabeça sozinha.

Em alguns momentos percebemos a confusão mental de Cadence, mas a autora faz isso de forma bem sutil.

O livro conta com várias referências de livros e algumas histórias de “Era Uma Vez” criados pela Cadence — que futuramente percebemos ter algo a ver com tudo que aconteceu em Beechwood— e um final surpreendente e impactante.

 

 

Avaliação:  

Quotes:

“Ele está certo.

Eu quero que as pessoas sintam pena de mim. Eu quero.

E depois não quero.

Eu quero.

E depois não quero.”

 

“Eu, Gat, Johnny e Mirren.

Mirren, Gat, Johnny e eu.

Estivemos aqui, este verão.

E não estivemos aqui.

Sim e não.”


Escrito por:
Sarah Nascimento
Estudante de farmácia, cheia de hobbies, entre eles a leitura. Em 2015 o S de Sarah nasceu. Um espaço para compartilhar várias das minhas paixões.

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