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29.10.2015

História – 1

Oi, galerinda! Tudo bom?  Eu confesso que estava morrendo de saudade de vocês. Não postei nada na semana passada por conta do ENEM, fiquei meio doida e não tive tempo para nada, mas hoje estou com todo o gás para propor uma coisa bem legal: Alguns já devem ter percebido que eu gosto MUITO de escrever, mas a minha maior paixão é escrever (invetar) histórias. Eu tenho um tumblr há mais ou menos quatro anos, apesar de ter me descuidado dele recentemente, eu sinto muita falta de quando tinha um tempinho sobrando pra viajar na imaginação e escrever. Mas chega de enrolação, a proposta é a seguinte, eu vou mostrar uma das minhas histórias pra vocês hoje! É uma das minhas prediletas e espero que vocês gostem. 
 
Antes de ler a história, você tem que dar play nesses dois vídeos e vai apenas ouvi-los simultaneamente enquanto leem o texto, combinado? Ajustem os volumes.
 
 
  • Esse:
  • E esse:
Petter e Maggie levavam uma vida normal como qualquer outro adolescente na idade deles. Iam à escola, saiam para se divertir com os amigos no cinema, no shopping… Tudo muito comum. Eles se conheceram na oitava série do colegial e desde então não se separaram mais. Conheciam-se melhor que ninguém e sem dúvida um amava o outro. Aqueles melhores amigos inevitavelmente cederam a algo maior, a uma tentação maior. Já era de se esperar que aquele sentimento de amizade se tornasse amor. Era puro e verdadeiro, parecia algo surreal. Os minutos que passavam juntos se tornavam rápidos, insuficientes. Mãos entrelaçadas e abraços demorados, juras de amor, bajulações melosas. Dava pra sentir o quão apaixonados estavam. Piadas bobas, horas ao celular, sorrisos, sorrisos e mais sorrisos. Inocentes, doces, e inesperados. Não conseguiam evitar aquilo. As conversas tão clichê dos dois, era de dar inveja um casal tão perfeito juntos, unidos, verdadeiros e mais ainda, sem muito esforço para que fossem felizes. Porém, toda história de amor tem suas surpresas. Já era de se esperar que algum obstáculo surgisse, algo que fosse realmente desafiador, todo aquele sentimento teria que ser posto a prova.
Petter era um homem considerado quieto, as vezes tímido, não gostava de muitas aventuras e preferia ficar dentro de casa. Maggie era uma menina romântica e sonhadora, seu maior desejo era conhecer lugares novos, viajar pelo mundo todo se possível. Um dia esse seu desejo se tornou real, uma chance de estudar fora do país bateu em sua porta e ela moraria três anos na Austrália. Ela nunca esteve tão em dúvida, queria muito ir, ter a oportunidade de dar uma vida melhor para seus pais, realizar seu sonho, mas ao mesmo tempo queria ficar, não conseguia imaginar uma vida sem o seu Petter, três anos não eram pouca coisa e ela sabia que por mais esforço que fizessem um amor à distância tinha grandes chances de não dar certo. Depois de muito conversarem, várias noites de sono perdidas, discussões, ressentimentos, medos e dúvidas, eles decidiram que era melhor Maggie pensar no seu futuro e tentariam manter esse vínculo mesmo com o mar inteiro separando-os.
No começo foi mais fácil, se falavam todos os dias, Maggie contava cada detalhe. As pessoas que conhecia, o novo idioma que estava aprendendo, a cultura, músicas, livros, a paisagem nova, tudo. Petter não tinha nada de novo para contar, às vezes comprava algum jogo diferente, ia ao estádio ver o seu time jogar, contava alguma história engraçada de seus amigos e era só. Os meses foram se passando e a distância foi ficando cada vez maior, não digo a distância física, mas as conversas já não eram mais as mesmas, Petter estava cansado de tantas novidades e de não estar inserido nelas. Ele estava cansado de ter uma vida tão monótona. Lá no fundo, sabia que não conseguiria acompanhar aquela mulher sua vida toda se ficasse parado no mesmo lugar, ela evoluía e se tornava cada vez mais independente e ele apenas deixava o tempo passar, sem sonhos, sem ambições. Maggie havia percebido isso, se lembrava que desde quando eram apenas amigos, as decisões eram sempre tomadas por ela, as boas ideias e as poucas aventuras que tiveram vieram todas dela. Ela queria cobrar isso de Petter, já estava há um ano e meio longe dele e ele não havia feito nenhum esforço para que se encontrassem ao menos uma vez. Numa manhã de domingo, depois de mais uma noite em claro, Maggie decidiu continuar sua vida sem Petter, decidiu caminhar sozinha, sozinha ela chegaria mais rápido onde queria. Pegou o telefone e ligou, falou muito sem ser interrompida uma única vez, chorou, desabafou, eliminou tudo aquilo que estava preso em sua garganta desde que havia pensado nessa hipótese pela primeira vez. Ela sabia que estava tudo acabado e não teria mais volta, desligou o telefone e caiu em prantos. Soluços podiam ser ouvidos por quem passava na rua, Maggie chorou como nunca havia chorado antes, molhou a fronha do travesseiro, e quando não tinha mais lágrimas para sair ela apenas ficou deitada, pensando em todos os momentos bons que havia passado ao lado de Petter, ele era o amor da sua vida e ela tinha certeza, poderia namorar vários outros homens, ela poderia se casar e ter filhos, mas jamais esqueceria Petter.
 
 
Vamos parar por aqui hoje, gente. Vou deixa-los curiosos até semana que vem hahaha O que vocês acham que vai acontecer? Link da continuação.

Escrito por:
Sarah Nascimento
Estudante de farmácia, cheia de hobbies, entre eles a leitura. Em 2015 o S de Sarah nasceu. Um espaço para compartilhar várias das minhas paixões.

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  1.    juli cronicas 29 de outubro de 2015

    Eu vou falar a verdade…. Quase morri pensando que tinha terminado assim kkkkkk
    Você tinha que ver minha cara de susto aqui kkkkk.
    E é claro que venho terminar de acompanhar a história Gledyelle, já estou ansiosa aqui.

    Bjs
    http://julicronicas.blogspot.com.br/

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  2.    Gledyelle Alves 29 de outubro de 2015

    kkkkkkkkk Que amor, Ju! Volte mesmo, sua linda.

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  3.    Evelyn Sudré 29 de outubro de 2015

    Que fofura de história de amorrr. Escreva mais! Beijos :*
    http://www.meninagenteboa.blogspot.com.br

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  4.    Gledyelle Alves 29 de outubro de 2015

    Brigadão, Evelyn! *-* Gostei do blog. Beijos!

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